MÚSICA | O RETORNO DOS MORTOS DO GRUPO SEMISONIC


Você se lembra da banda Semisonic? Não? Impossível. O grupo conquistou o mundo em 1998 com o lançamento do álbum “Feeling Strangely Fine” e o single global “Closing Time”, uma canção que se fez presente em absolutamente todo lugar e rendeu a banda uma confortável vida e o errôneo título de one-hit wonder, o que é uma mentira, pois a banda ainda ostenta outros bons hits como “Secret Smile” (na minha opinião melhor que “Closing Time”), “Chemistry” (na minha opinião melhor que “Closing Time”) e “The Prize” quando a banda ainda era um eco pós grunge, antes de abraçar o rock pop alternativo de… É impossível não falar de “Closing Time” e eu acredito que você já percebeu.Enfim, “Closing Time” foi lançado em 1998 e exatamente três anos depois, em 2001, o grupo lançou o álbum “All About Chemistry” que sem repercussão – ou melhor vendas – resultou no fim de suas atividades no universo da música. Até o momento.

2020 reservou muitas surpresas, entre elas o retorno tímido e quase invisível do Semisonic, após um hiato de 19 longos anos, sim, a banda do hit “Closing Time” está de volta com o lançamento do EP “You’re Not Alone”, um trabalho cru com 5 canções inéditas.

Direto ao foco, o grupo surpreende em alguns momentos, de alguma forma a banda parece ter retornado no tempo e resgatado a fórmula de composição de 1998, nos apresentando em 2020 sólidas composições, entre elas os singles “You’re Not Alone” e “All It Would Take” (belissíma canção), onde juntos já são maiores que o último álbum lançado pelo grupo. Existe também a boa, mas básica e esquecível, “Lightning”, além de duas composições que cruas me instigam com o potencial não totalmente atingido, “Basement Tapes” e “Don’t Make Up Your Mind”, quais ao final me parecem demos ao invés de versões finais.

É curioso observar os retornos de 2020, e o Semisonic é um deles. A banda merece ser reconhecida por além da canção global que ostenta, e 19 anos depois resgata sua sonoridade noventista de forma honesta apesar de ainda tímida, mas acredito que este é apenas um novo começo.

AVALIAÇÃO:

Lembrando que Jacob Slichter, o baterista da banda Semisonic, é também responsável por um dos livros mais legais sobre a indústria da música, o ótimo “So You Wanna Be a Rock & Roll Star”, que infelizmente não possui uma versão em português disponível, mas é incrível pertinente ao relato da banda deixar de ser um desconhecido grupo de amigos fazendo música em garagens para então ganhar o mundo e posteriormente perder o mundo – no declínio de seu sucesso ao ínicio de 2001. Recomendo.

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