MÚSICA | O PLACEBO (AINDA) NÃO ESTÁ MORTO

Desde o seu último álbum, o ótimo Loud Like Love lançado no distante ano de 2013, a banda, ou melhor, o duo Placebo, mergulhou em todo formato de especulação entre os seus fãs. Havia a expectativa do lançamento de uma carreira solo do vocalista Brian Molko, assim como a possibilidade de um retorno triunfante da banda com um espetacular álbum duplo – devido ao tempo de espera e produção. Seja o que for, apenas uma possibilidade se entendia como proibida entre os fanáticos, o inevitável fim de sua história. A realidade, pelo contrário, é muito mais simples. A banda simplesmente nunca efetivamente acabou e retorna agora depois de oito anos de completo hiato com um álbum inédito.

O aguardado novo álbum se chama Never Let Me Go e será lançado no final do primeiro trimestre de 2022. Por enquanto o Placebo aquece o coração dos fãs com uma série de shows por toda Europa e promove a divulgação de duas canções inéditas, utilizando-se no YouTube do formato Visualiser – ou em tradução clara – um vídeo superficialmente animado que nunca irá substituir um vídeo clipe de verdade.

E o que esperar de um novo Placebo? É claro que realizamos a nossa crua e deliciosa análise, destacando as duas novas canções. Preparados?

Quando lançada, a canção “Beautiful James” imediatamente atendeu as minhas primárias expectativas em relação ao que desejar de uma nova canção do Placebo, afinal, não havia grandes ambições, não havia grandes experimentalismos, e principalmente, não havia nenhuma necessidade de se adequar a cruel realidade atual – músicas com duração estimada entre dois e três minutos com batidas e efeitos elaborados para atenderem uma dança vergonhosa em um aplicativo social. Foda-se a modernidade, o Placebo decidiu por mergulhar em sua própria história, resgatando guitarras de sua fase inicial com o pecado perdoável de abusar do uso de sintetizadores. A canção não surpreende, não é memorável, não é empolgante ou hipnótica, além de facilmente ser confundida com um lado-b digno dos álbuns Black Market Music e Sleeping With Ghosts, e apesar de todos esses dissabores, é impossível negar o seu real valor, pois não se trata do fim, mas de um novo começo para a banda, e a sua sonoridade segue ao menos intacta – o que irá garantir o sorriso dos seus verdadeiros fãs, graças a fidelidade de sua personalidade.

Com mais de cinco minutos de duração – convenhamos, para as novas gerações isso equivale a uma ópera – o Placebo mergulha novamente em seu passado com a canção “Surronded by Spies”. Se com o single anterior havia um resgate de seus clássicos riffs de guitarras, em sua nova canção inédita a banda abusa de suas experimentações eletrônicas. Não existe nada novo ou decepcionante aqui, o Placebo abusa do sucesso de suas principais harmonias para oferecer aos fãs uma releitura segura do que pode se configurar como sua personalidade sonora. Não surpreende e não desanima, não se aventura e não desafia. Por fim a verdade é que será ótimo ter o Placebo de volta entre nós, mesmo que se aventurando em reproduzir as suas mais esquecíveis canções.

AVALIAÇÃO:

Lembrando que “Beautiful James” já encontra-se obviamente adicionada em nossa incrível playlist no Spotify, portanto mantenha-se atualizado e torne-se um de nossos incríveis seguidores.

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