CENA | A ESTREIA DA BANDA BAD LUV

Havia duas formas de iniciar esse texto, por fim eu decidi por começar pelo básico e construir uma narrativa a partir da origem, existe uma nova – e promissora banda na cena independente nacional – e ela se chama Bad Luv.

Eu gosto do nome, mas é preciso registrar aqui que se você minimamente se propor a realizar uma busca na internet, irá encontrar apenas no Spotify (por exemplo), cinco diferentes artistas com o mesmo nome ou com mínimas alterações na grafia. E isso me incomoda. Não é impossível que artistas e projetos ao redor do mundo acabem por se encontrar em um mesmo lugar comum e absolver um mesmo nome, existe inclusive erros de registro de música em plataformas (plural) de streaming por questão de homônimo nominal, mas quando se trata de banda – a quem no fim resta o título do nome escolhido? Aquela que antes realizou o seu registro ou aquela que maior sucesso alcançar?

Imagine que amanhã eu irei promover a minha nova banda e ela irá se chamar Metallica. Eu imagino que a estrutura jurídica da banda Metallica não me permitiria o uso do nome por talvez sequer uma semana em qualquer plataforma digital, além de obviamente me cobrar todos os custos do processo e utilização sem autorização da sua marca, além da óbvia percepção de estranheza inicial de todo o público – Como assim você irá se chamar Metallica? Essa banda já existe?! Acontece que nem todas as bandas possuem o sucesso ou a estrutura jurídica para garantir o controle do seu nome, mas se você tratar todas com o mesmo respeito, a estranheza de se deparar com cinco bandas/projetos com o nome Bad Luv é equivalente a você descobrir duas bandas com o nome de Metallica.

Depois dessa emocional pontuação a respeito do nome (sim, eu sou muito dramático) – mas que de fato é forte e possuí fácil memorização, vamos mergulhar na obra em si, afinal a Bad Luv nasce com o desmonte estrutural de outra conhecida banda do cenário independente, a qual não se encontra em cinzas pois o projeto segue em reestruturação, mas por total superficialidade polemica desse texto, poderíamos desconfiar de um motim. Por que não?

Ciclos se iniciam e se concluem. Essa é a realidade da vida por mais traumático que isso venha a ser para qualquer uma ou ambas as partes envolvidas em uma mudança. E muitas vezes a mudança é radical. A banda Black Days se dissolveu com a saída de 75% dos seus integrantes – restando apenas o seu vocalista Bruno Figueiredo que neste momento busca a reestruturação do seu projeto com oportunidades direcionadas apenas para músicos da comunidade LGBT+. Na contramão e em um novo ciclo, os demais ex-integrantes da banda Black Days (João Bonafé, Murilo Amancio e Vitor Peracetta) se uniram ao vocalista Stéfano Loscalzo e iniciaram o seu promissor novo trabalho com a banda Bad Luv.

O tempero latino dessa trama novelesca fica ainda mais interessante ao observar que Stéfano Loscalzo possui uma carreira solo ativa, e lança paralelamente a sua nova banda, singles de seu projeto solo – que por fim ironicamente possuem títulos que se conversam em conflitos de absoluta esquizofrenia, recentemente a banda Bad Luv lançou a canção “Eu Só Quero Ser Alguém” e Stéfano solo lançou a canção “Eu Ainda Sou o Mesmo”.

Em termos de sonoridade a Bad Luv se destaca e se coloca como nome promissor imediatamente com o lançamento do seu primeiro single. O acerto é tão estrelar que o nível de expectativa em relação ao segundo single é agressivo. “Eu Só Quero Ser Alguém” é uma canção moderna que não limita as influências esperadas com base na experiência de seus integrantes, ela absorve elementos eletrônicos e harmonias bem trabalhadas em perfeita sintonia com os vocais de Stéfano, explodindo em uma colisão de peso e variação da amplitude vocal impressionante. A preocupação com os detalhes e camadas sonoras constroem uma canção em constante crescimento com a utilização inteligente de todos os recursos disponíveis a sua proposta.

Com o lançamento do single a banda também apresentou um bem executado videoclipe dirigido por Bast e Rapha Mateo e a Produtora Move. Uma ideia simples onde a banda executa a canção em cenário aberto e bucólico, mas com inteligente captação de fotografia em uma obra que pode e deve ser apreciada em qualidade máxima disponível (4K).

Com impressionantes acertos e claros cuidados óbvios com toda sua produção, resta-nos celebrar essa incrível nova banda. Parabéns Bad Luv.

AVALIAÇÃO:

Lembrando que “Eu Só Quero Ser Alguém” já encontra-se obviamente adicionada em nossa incrível playlist no Spotify, portanto mantenha-se atualizado e torne-se um de nossos incríveis seguidores.

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