RIP | SCOTT WEILAND (1967 – 2015)

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É complicado escrever uma despedida. Principalmente quando quem se despede é um dos seus ídolos. Na despedida inesperada, o eterno “herói invencível” se desfaz, e sobre seus ossos resta apenas a história. No fim nunca venceremos o tempo, mas teremos tido a chance de fazer história, torna-se história, e Scott Weiland assim o fez.

Seja quem o seu ídolo for, ele torna-se um símbolo maior. Um sentimento com significado e valor que talvez em palavras não seja possível descrever. Lembro quando em 1996, aos 14 anos de idade, um clipe de baixo orçamento e extrema ousadia eletrificava a minha sala de estar. O Stone Temple Pilots figurava em destaque no mainstream internacional, enquanto em casa ainda tratava-se apenas de uma música ocasional.

“Big Bang Baby” explodiu em mim. E ainda explode. Uma incontrolável vontade de dançar.

Daquele momento em diante eu me tornei devoto. Agradeço por ter tido a oportunidade de aplaudir a banda em duas oportunidades ao vivo, em suas únicas apresentações em São Paulo, realizadas em 2010 e 2011. Momentos que tenho comigo como um tesouro precioso, o qual adoraria com quem eu amo compartilhar.

Eu não vou aqui intensificar a exposição dos vícios de Scott, pois não me interessa os seus erros. Assim como não pretendo descrever em detalhes a sua renomada e celebrada carreira, pois assim quem sabe, um novo e curioso devoto venha nascer. E a quem se atrever mergulhar eu juro, com certeza absoluta, que a satisfação irá encontrar.

Hoje o que escrevo se diz tributo, mas na verdade talvez seja um emocionado obrigado a quem a arte faz parte de mim.

Em 2011 eu estava em Paulínia ansioso, aguardando por aquele que acreditava ser o melhor show do extinto (e ótimo) SWU Festival. A esperança era conseguir dançar “Big Bang Baby” sem se preocupar com o amanhã. Aos primeiros acordes eu explodi.

O show é um registro lindo. O público em perfeita sintonia é memorável e o curto set list ainda se faz espetacular. O sorriso de Scott no fim sequer reflete o quanto eu sorri.

Scott Weiland muito obrigado, você definitivamente faz falta. Muito.

<20|15>

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