MÚSICA | LONGA VIDA AO REI

Por alguma razão irracional, sinceramente é claramente irracional, a humanidade em algum momento se desafiou a definir aquele que seria eleito ao posto de maior rapper (considerando a língua inglesa meus amigos) da atualidade – mas calma, não vamos insistir neste tema, hoje sequer vamos desafiar o coração quanto ao maior rapper de todos os tempos, combinado?

Mas… Essa discussão quando saudável é divertida, afinal, é uma ótima oportunidade para se discutir música, expor opiniões e promover o livre debate considerando desde os detalhes técnicos da canção, a inovação presente para a época que vivemos, a poesia urbana de suas letras – e claro – o diálogo do ídolo com o seu público. Uma conversa longa, talvez infinita se você reunir devotos fervorosos de cada lado.

E na época (lembro-me bem) as opiniões gravitavam sobre dois nomes de altíssima vendagem e presença na mídia, o canadense Drake e o norte americano Kendrick Lamar.

O resultado fora esmagador.

Quase que por unanimidade, Lamar se tornou o maior nome da atual geração do rap/hip-hop americano – a histeria inclusive se tornou pauta no centro do poder americano, com declaração oficial do ex-presidente Obama em relação ao seu favorito, veja:

E assim, Kendrick Lamar é o rei de fato. Sem discussão.

Todos os elementos de sua música continuam fiéis a filosofia rap/hip-hop americana, destacando em linhas objetivas e ácidas uma reflexão de nossa época por meio do olhar de um negro norte-americano, enquanto por outro lado, o canadense Drake se aproxima cada vez do ambiente pop, atenuando a fria realidade em abordagens mais coloridas e dançantes.

Agora que elegemos um rei, podemos finalmente destacar o novo e genial – é preciso repetir G-E-N-I-A-L – trabalho de Kendrick, o magnífico vídeo de “HUMBLE”.

A canção é um diálogo aberto e sincero sobre a dificuldade em ser honesto, humilde e real, enquanto tudo ao seu redor inspira poder, exposição plástica e filosofia vaga, a qual estamos mergulhados e sobrevivemos diariamente. O vídeo é épico, inovador e provocativo ao mesmo tempo, posicionando o rapper em um surrealismo digno de Dali (com sua mente “criminosa” em chamas), até o destaque de todos os seus amigos em um clara referência a santa ceia católica de Leonardo da Vinci.

Nenhuma banda de rock hoje é capaz de provocar a sociedade como Kendrick Lamar. Portanto longa vida ao rei.

Eu imagino que  o Drake não deve estar muito feliz neste momento.

<20|17>

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