CINEMA | NÃO PERCA SEU TEMPO – AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL

Não se deixe enganar pela propaganda, pois The Perks Of Being A Wallflower (As Vantagens de Ser Invisível, no Brasil) é uma completa perda de tempo.

Você pode se enganar frente às referencias óbvias a obra carismática de John Hughes, ou se permitir impressionar-se com a trilha sonora indie clássica, com a presença magnética de David Bowie, New Order e The Smiths (para citar apenas alguns nomes), talvez você suspire diante ao saudosismo tecnológico que ressalta a importância dos K7 e mixtapes, mas acredite, no fim, estará apenas diante de um combinado de fórmulas exageradamente intercalados e erroneamente costurados.

Logan Lerman é o próximo antipático, inexpressivo e irritante ator de sua geração. E os méritos não devem-se apenas a sua vegetativa “interpretação” em The Perks Of Being A Wallflower, mas ao conjunto de sua impressionante coleção de fracassos cinematográficos.

Enquanto os fãs de Harry Potter celebram uma apática interpretação de Emma Watson e o seu revolucionário sutiã vazio, devemos reconhecer que Ezra Miller convence no papel de meio-irmão gay de Watson, em uma galeria de péssimas interpretações neste que já fora aguardado com o grande filme indie de 2012.

A trama? Charlie (Lerman) é um garoto tímido, marcado por infortúnios que incluem a morte de um parente próximo e o suicídio de seu melhor amigo, no inverno passado. O colegial é o início de uma nova fase, e enquanto o diretor Stephen Chbosky enfileira uma série de clichês juvenis em sua obra nostálgica, Charlie precisa reaprender a se sociabilizar e conquistar novos amigos antes que finalmente enlouqueça.

Tudo o que você já viu está presente em The Perks Of Being A Wallflower, portanto prepare-se para rever romances platônicos inconciliáveis, traumas familiares modernos, depressão adolescente histérica e uma releitura (simpática) de The Rocky Horror Picture Show. Existe uma carente expectativa de injetar poesia visual visceral, mas o diretor Stephen Chbosky consegue desequilibrar planos, trilha sonora e luz quando se espera. E nenhuma simpatia deste universo irá me convencer que túneis são um referencial figurativo para portais ou outros universos, para registro.

Em resumo, escute a trilha sonora, mas não perca o seu tempo. O sutiã de Emma Watson não vale o ingresso.

<20|12>

Você também é parte do MESSCLA! Gostou da coluna? Ajude a nossa multiplicação! Curta nossa página e compartilhe nossos posts!

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s