CINEMA | BOM, MAS LONGE DE SER O MELHOR DE TODOS

Existe uma quase indescritível simpatia que transforma personagens em ícones de cultura global. Símbolos cuja repercussão e aceitação pública ignoram diferenças vitais para o sucesso, como o idealismo regional, o idioma e a pátria. São os personagens do mundo. Muitos se atrevem ao ambicioso título, mas de fato, efetivamente são poucos os que perduram.

Nomes como Homer Simpson, Madonna e James Bond são alguns exemplos.

Recentemente – e completamente compreensivo devido ao seu magnetismo global – o novo filme da franquia James Bond fora recebido como um dos prováveis melhores filmes de toda a sua expressiva carreira cinematográfica, impressionantes 23 filmes se considerarmos o novo 007: Operação Skyfall. A conta é tão colossal que talvez eu esteja errado.

Enfim, creio que ressaltar a história ou a magnitude de James Bond é desviar-se do ponto crucial, afinal, Skyfall é de fato um dos melhores filmes da carreira do agente 007?

A resposta é não.

É complicado opor-se aos personagens globais. Bond, James Bond, é uma figura unânime quando tratamos de eleger os mais populares personagens da história do cinema, e por mais que a minha percepção seja solitária e vitimada pela maioria, eu ainda acredito que seja válido insistir na sinceridade.

Daniel Craig é sem dúvida um ótimo James Bond. Sua contraditória escalação para o papel do mais popular agente secreto do cinema ignorou toda a concepção visual construída através de décadas de produção, mas o que inicialmente acreditava-se ser um oceânico fracasso irreversível, revelou-se a ressureição gloriosa do velho personagem.

Apesar da minha negativa impressão inicial, não se engane, Skyfall é um filme sensacional. O diretor Sam Mendes – pouco acostumado com filmes de ação – realiza um grande acerto e injeta adrenalina no que provavelmente deve ser um novo recomeço para a série. Javier Barden torna-se icônico na concorrida galeria de vilões bizarros de Bond, e apesar de ser uma grande promessa, a francesa Bérénice Marlohe não convence como uma fatal Bond Girl.

Mas verdade seja explicita, não deixe-se enganar pela propaganda comercial. Skyfall não é e nunca será o melhor filme da série. Mesmo se considerarmos apenas a fase “Craig”, pois nada supera ou se aproxima da magnitude de Cassino Royale, creio.

Como superar a ação, a tensão, a reviravolta e Eva Green no papel de Vesper Lynd em Cassino Royale, a provável melhor Bond girl da história do cinema?

De qualquer forma Skyfall é diversão garantida. Craig retoma a boa forma de agente irresistível e problemático, novos paradigmas são bombardeados para a tristeza dos fanáticos, mas a velha e a boa forma do agente britânico continua intacta. Como não gostar de Bond, James Bond.

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